Aqui compartilho informações e melhores momentos sobre Jairo Braz, Florianópolis (minha cidade querida), Cacupé (o melhor bairro do mundo) e muitas outras coisas: arte, tramóias, peraltices e alguma coisa de valor.
sábado, 10 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
O MUNDO VAI ACABAR
MUNDO VAI ACABAR
Quiiripá das Antas é uma cidade calma e tranqüila aos pés do Vulcão Vopurunda, que solta fumaça e cinza a cada dois ou três meses. Nunca foi atingida por uma lava, e jamais foi vitima de um tsunami. Todo mundo se diverte, com a torre da prefeitura, tombada de lado, após o último terremoto, melhor dizendo, uma ameaça de.., pois, alem da torre tombada, da estatua do santo padroeiro rachada, nada aconteceu de mais grave. Todos confiam na sorte e nas providencias do prefeito, sem falar na providencia divina que jamais falhou por aquelas bandas. Um dia, faz já algum tempo, apareceu na cidade um beato, envergando batina marrom à moda dos padres franciscanos. Tinha uma barba solene e voz tonitruante. Tirou o sossego daquela gente pacata, ao anunciar o fim do mundo: -“O mundo vai acabar pessoal, e não demorará muito”. Misturando religião, profecia barata e muita falação, começou a convencer a população da iminência do fim. Afirmava ele, que tudo seria destruído numa bola de fogo, que se transformaria em fumaça, levando o pecado deste mundo, para os confins do universo, onde a alma dos maus, penariam para sempre e a dos bons, gozariam das delicias do paraíso. No começo, só o pessoal pobre e iletrado das periferias acreditavam, mas logo depois, até o professor Quartim Macedo, formado em matemática e filosofia, passou a acreditar. Acho mesmo que até o vigário da igreja matriz também acreditou no homem, que conseguiu o milagre da unanimidade, para assunto tão grave. Dia 18 de dezembro, já quase verão, seria o último dia. Quinze dias antes da data marcada, ninguém chorava, não havia qualquer manifestação de medo ou pânico ante a chegada do fim do mundo. Pelo contrário, um certo quê de misterioso ornava o semblante da maioria. Ostentavam um sorriso misterioso como jamais se vira em toda a historia da cidade. Acho mesmo, que era a fisionomia do fim do mundo, na cara de todo mundo. Todos se visitavam com uma freqüência nunca vista, e logo se ficou sabendo o porque dos estranhos comportamentos: O mundo ia acabar, “então vamos aproveitar”. Senhoras já avançadas na idade, saindo com garotos quase meninos de mãos dadas. Trocavam caricias desavergonhadas. Às escâncaras aconteciam coisas do começo ao fim da rua, do centro aos arrabaldes. Meninas virgens queriam se livrar dessa pecha, antes do fim do mundo, e foi um Deus nos acuda! Insultos insuspeitáveis; todos queriam desabafar e maguas adormecidas, Ressuscitaram, com acertos de contas dramáticos. O professor Domingos, diretor do Instituto de Educação, foi visto beijando o Major Zacarias na boca! O vigário, passava a maior parte do dia na zona; Dona Zolma, a respeitável mãe do prefeito, passou a usar uma mini-saia escandalosa que jamais fora vista na cidade. Roubaram todo o estoque de perfumaria da farmácia do Seu Honório. O locutor da Rádio Cultura local, passou a irradiar currículos escabrosos, denunciando “toda a verdade” da vida de personalidades locais; tudo proveniente de “fonte idônea e garantida”. Os mais religiosos faziam confissões públicas de seus pecados, já que o padre, na igreja, não era encontrado. Houveram também, muitas reconciliações, pedidos de perdão, prestação de contas. O dia fatídico amanheceu chuvoso, escuro. prenunciando um imenso toró, a última tempestade dessa terra. A cidade, deserta, parecia abandonada. Ninguém na rua. Veio a chuva forte com vento e trovão até o meio dia. Depois, abriu-se um sol quente, num dia luminoso, prenunciando verão. Anoiteceu e o mundo não acabou. Ai sim, o horror se instalou. O que aconteceu depois, eu conto quando tiver coragem, pois a coisa foi feia. O fim do mundo para Quiripá das Antas foi trágico. Só adianto, que a população local, segundo pesquisas oficiais, reduziu-se à menos da metade.
JAIRO BRAZ
relações descartáveis
RELAÇÕES DESCARTÁVEIS
Quem tem olhos para o mundo e ainda sabe sentir não pode deixar de se indignar e repudiar tudo o que se vê e ouve....e o que se adivinha em meias palavras e gestos dissimulados.
Hoje vive-se no momento, pelo momento e para o momento. Tudo o que exige alguma espera ou qualquer esforço suplementar é posto de lado. As pessoas deixaram de saber investir nos seus sentimentos e nos dos outros, já não se preservam quaisquer valores; o amor se confunde com tesão e mera atração fisica. Age-se pelo instinto animal e esquece-se a condição de ser humano. Ficam perdidos na memória, os sonhos, a empatia, a aproximação, a descoberta do parceiro e, a cada novo dia, o construir uma relação baseada no respeito, carinho, compreensão, dignidade, honestidade...efim, em tudo aquilo que transforma qualquer união numa realidade de vida que vale a pena desfrutar.
Os “machos” parecem sentir-se impelidos ao sexo imediato e “fogem” do que quer que seja e que traga uma simplels lembrança de intimidade. O dividir espaços e partilhar corações está longe dos seus horizontes, o individualismo vem em primeiro lugar. As “femeas” perdidas nesse novo mundo das relações descartáveis, encantam-se com todas as facilidades que sabem antigamente serem proibidas e deixam de valorizar o sexo como ato de amor. Perdeu-se a magia e o encantamento do toque, o acelerar do coração só com a perspectiva do acontecer. Um beijo, antes emoção, tornou-se banal, já não serve de transporte para um mundo diferente, em que as linguas trocam sabores já conhecidos e sempre os apreciam pela redescoberta. A aventura das mãos explorando corpos, passou a gestos mecanicos de animais no cio. A cumplicidade que permitia a profundidade da partilha, deu lugar ao conhecimento superficial e ao esquecimento rápido. Hoje não hé namoros; curte-se. As facilidades dos encontros, da troca de parceiros, da rapidez da vida, retirou-lhe todo o verdadeiro prazer e a marvilhosa emoção de amar.
O MUNDO VAI ACABAR
MUNDO VAI ACABAR
Quiiripá das Antas é uma cidade calma e tranqüila aos pés do Vulcão Vopurunda, que solta fumaça e cinza a cada dois ou três meses. Nunca foi atingida por uma lava, e jamais foi vitima de um tsunami. Todo mundo se diverte, com a torre da prefeitura, tombada de lado, após o último terremoto, melhor dizendo, uma ameaça de.., pois, alem da torre tombada, da estatua do santo padroeiro rachada, nada aconteceu de mais grave. Todos confiam na sorte e nas providencias do prefeito, sem falar na providencia divina que jamais falhou por aquelas bandas. Um dia, faz já algum tempo, apareceu na cidade um beato, envergando batina marrom à moda dos padres franciscanos. Tinha uma barba solene e voz tonitruante. Tirou o sossego daquela gente pacata, ao anunciar o fim do mundo: -“O mundo vai acabar pessoal, e não demorará muito”. Misturando religião, profecia barata e muita falação, começou a convencer a população da iminência do fim. Afirmava ele, que tudo seria destruído numa bola de fogo, que se transformaria em fumaça, levando o pecado deste mundo, para os confins do universo, onde a alma dos maus, penariam para sempre e a dos bons, gozariam das delicias do paraíso. No começo, só o pessoal pobre e iletrado das periferias acreditavam, mas logo depois, até o professor Quartim Macedo, formado em matemática e filosofia, passou a acreditar. Acho mesmo que até o vigário da igreja matriz também acreditou no homem, que conseguiu o milagre da unanimidade, para assunto tão grave. Dia 18 de dezembro, já quase verão, seria o último dia. Quinze dias antes da data marcada, ninguém chorava, não havia qualquer manifestação de medo ou pânico ante a chegada do fim do mundo. Pelo contrário, um certo quê de misterioso ornava o semblante da maioria. Ostentavam um sorriso misterioso como jamais se vira em toda a historia da cidade. Acho mesmo, que era a fisionomia do fim do mundo, na cara de todo mundo. Todos se visitavam com uma freqüência nunca vista, e logo se ficou sabendo o porque dos estranhos comportamentos: O mundo ia acabar, “então vamos aproveitar”. Senhoras já avançadas na idade, saindo com garotos quase meninos de mãos dadas. Trocavam caricias desavergonhadas. Às escâncaras aconteciam coisas do começo ao fim da rua, do centro aos arrabaldes. Meninas virgens queriam se livrar dessa pecha, antes do fim do mundo, e foi um Deus nos acuda! Insultos insuspeitáveis; todos queriam desabafar e maguas adormecidas, Ressuscitaram, com acertos de contas dramáticos. O professor Domingos, diretor do Instituto de Educação, foi visto beijando o Major Zacarias na boca! O vigário, passava a maior parte do dia na zona; Dona Zolma, a respeitável mãe do prefeito, passou a usar uma mini-saia escandalosa que jamais fora vista na cidade. Roubaram todo o estoque de perfumaria da farmácia do Seu Honório. O locutor da Rádio Cultura local, passou a irradiar currículos escabrosos, denunciando “toda a verdade” da vida de personalidades locais; tudo proveniente de “fonte idônea e garantida”. Os mais religiosos faziam confissões públicas de seus pecados, já que o padre, na igreja, não era encontrado. Houveram também, muitas reconciliações, pedidos de perdão, prestação de contas. O dia fatídico amanheceu chuvoso, escuro. prenunciando um imenso toró, a última tempestade dessa terra. A cidade, deserta, parecia abandonada. Ninguém na rua. Veio a chuva forte com vento e trovão até o meio dia. Depois, abriu-se um sol quente, num dia luminoso, prenunciando verão. Anoiteceu e o mundo não acabou. Ai sim, o horror se instalou. O que aconteceu depois, eu conto quando tiver coragem, pois a coisa foi feia. O fim do mundo para Quiripá das Antas foi trágico. Só adianto, que a população local, segundo pesquisas oficiais, reduziu-se à menos da metade.
JAIRO BRAZ
A PROPAGANDA DA HOPPE
A PROPAGANDA DA HOPPE
Meu Deus! Estou revoltado. Nunca antes, na historia deste país, o homem foi tão depreciado, tão insultado, amesquinhado, atacado, como nesse comercial protagonizado pela Sra. Gisele Bundchen. Um horror. Eu homem vivido, meio filósofo e critico das coisas, letrado, proprietário de uma bagagem de vida apreciável, me senti como um inseto.Meu cérebro, minha inteligência, meu espirito crítico, reduzido a nada. Acho mesmo que sou um legume, e a Dona Gizele confirmou isso. Fiquei pensando: desde que o mundo é mundo, para dar noticia ruim, sempre se usou de subterfúgios, meias palavras, caras e bocas, não só para evitar o impacto doloroso, mas também para provocar a aceitação da “vitima”, isto é, daquele que precisamos impressionar de um jeito ou de outro. Foi exatamente isso que ela fez. Homem é bobo mesmo! Homem é trouxa! O homem pensa,que é o rei da cocada preta, mas não é! Pensa que é o rei da paçoca, mas nunca foi...e assim por diante. O homem ganha prêmio Nobel de física, medicina, etc. etc., mas frente à mulher o babaca inverte tudo. Trata a mulher de “patroa”, “dona da pensão”, “amor da minha vida”, “rainha do lar”, e o machão bam-bam-bam da parada, o terror do terreiro, quando chega em casa se amansa, se afina, tira os sapatos para não fazer barulho, leva bronca porque mijou fora da bacia, não deu descarga no vaso, deixou toalha molhada em cima da cama, fez a maior bagunça na cozinha, deixou roupa suja até dentro da geladeira e muita recriminação por todos os motivos desse mundo. É um burro;um jumento que fala fino e abaixa a orelha, em sinal de vergonhosa submissão. É sempre assim, com ligeiras variações, mas é sempre assim; não tenham dúvidas. A dona Gisele, no famoso comercial, interpretou o papel da mulher inteligente, que sabe tirar proveito da fraqueza masculina e de suas idiossincrasias. Houve tempo que o homem se orgulhava de ter pegado “doença de mulher”, Era sinal de virilidade. Hoje ha quem se orgulhe de pagar pensões alimentícias, para dois ou três filhos e de “mulheres diferentes” como frisam. Existem também os que se orgulham por pagar estouros do cartão de crédito, carros amassados, e bancam loucuras de suas próprias mulheres ou não. Sempre ouvi de homens pobres, tão estultos ou mais que homens ricos: “Se eu tivesse grana, daria dois paus (dinheiro) pra gostosa da minha vizinha”. Ou então, “noite passada gastei cinco paus (dinheiro) no Café-Photo”. Parabéns, dona Gisele Bundlchen; a senhora soube tirar proveito daquilo que eu chamo masculinidade. Ela sabe o que é isso. Masculinidade é poder e dinheiro. Quem pode é másculo: paga. Paga bem e não se importa com o preço. Quem não pode não paga, mas fica no sonho. Antiga marcha carnavalesca afirmava: “quando a mulher é boa, muito boa, o homem deve ter cuidado e capricho. Quando a mulher é feia, muito feia, pode jogar que é lixo...” O homem brasileiro, não é educado para ter sentimentos e muito menos para expressá-los. Não fica bem. Foi educado para prover e pagar. Nem sempre porque a mulher dele precise, mas para lhe dar função nos relacionamentos modernos. Dona Gizele está dando função ao homem, usando o que a mulher sabe fazer: tirar proveito do coitado. Fazendo-o sentir-se másculo, poderoso.
Falando sério, a sra. Ministra, que tanto se indignou com a mensagem do dito comercial, deveria se indignar sim, e muito mais, com o fato de milhões de mulheres brasileiras desfilarem pelas Delegacias da Mulher, , vitimas de violência de toda sorte. Com a jornada dupla de trabalho, pois muitas trabalham fora e ainda cuidam do marido e filhos quando chegamem casa; com o salário feminino sempre menor que o salario masculino e outras mazelas que vitimam a mulher. Eu estou indignado e humilhado. O limite do meu cartão de credito é muito baixo. Meu saldo bancário não permite pagar o estrago do carro. Minha mulher está longe de uma Gizele Bundchen.
a verdadeira historia do chico tampa e da maia tanpada
A VERDADEIRA HISTORIA DE CHICO TAMPA E MARIA TAMPADA
Chico era um cabra velho, curtido de sol e chuva, valente matador de aluguel, abusado, gangaceiro de marca os da nova geração. Não tinha piedade nem compaixão. Formado na melhor escola do terror e da maldade. Dizia-se que tinha parte com o Demo de quem era sócio e amigo. A amizade com o Tinhoso não era antiga, nem verdadeira. Tivera uns entreveros com o diabo, a partir do dia em que o Capeta insistiu em assar um sapo na mesma grelha em que nosso valente assava um calango bem gordo. Deu confusão das grandes. Essa passagem não muito clara, que ninguem sabia direito, era muita comentada por toda a região. A refrega só teve fim, quando ele, um cordão de São Francisco arrebatado de um frade passante do Convento Santa Clara, conseguiu amarrar o Peludo. Como o Coisa Ruim de bobo ele não tem nada, ficou amigo do Chico, que de tanta fama, impressionou o Rei dos Infernos. Se despediu com gentiliza, mas o Tição jurou vingança!
Maria Fia, que naquele tempo não era tampada, era mulher de maus bofes. Sem nenhuma vaidade, nunca tomava banho, quase nunca se lavava, muito menos perfumava. Não fedia, nem catinguenta era, mas tinha um
cheiro só dela um budum indefinido e mistura de um não sei quê. Mulher de cara limpa, não usava pinturas ou qualquer pinduricalho. Nem a voz era feminina, condição que só se via e comprovada na certidão de nascimento e no titulo de eleitora. Era valente e encreiqueira. Não havia forrobodó, quebra-pau e maledicencia sem o dedo da Maria.
Apesar do jeito, Chico Tampa era gente. La no fundo bem escondido, tinha la suas carencias: sentia-se muito só, em tremenda solidão. Se até os bichos do mato se arranjam nas coisas do amor, já era tempo dele se arranjar também. Alargou a rede, comprou mais um prato fez tudo em par, de modo a caber mais um no mocó e no seu coração. Foi à luta. Não perdia oportunidade para analisar partidos, possibilidades as coisas das donzelas e das donas também. Não fazia questão de ser o primeiro. Não descartava uma segunda mão.
Por traquinagem do destino, um dia se encontraram. Chico Tampa estremeceu-se, sentiu o que não sabia, era atração e interesse, tudo por essa Maria. Foi correspondido, percebeu um olhar comprido, dengoso, cheio de muito mistério, mas logo entendeu que haveria porfia: a dona já dinha dono!? Foi quando o Bode aparece, transformado em valentão; foi se apresentando pro Chico, contando as suas razões. Foi quando Chico pensou: se tinha visto primeiro, valia a precedencia, garantindo o seu lugar. Seu Chico Tampa na inocencia, nem percebeu a mutreta, a grande aprontação, argumentou com o homem com firmeza e garantia. Provava que o amor primeira era seu, mesmo sem testemunha, pois fora correspondido. O valentão recuou, mas xingou, imprecou, bufou igual boi cansado e desapareceu. O Chico aproximou-se da moça e num colóquio azeitado agendou um compromisso. Foram passear já de noite nos campos do Bom Retiro, lugar muito bonito, onde tudo acontecia. E aconteceu! No entrevero amoroso, percebeu uma coisa estranha: No meio de tanta fartura, na hora dos finalmente ali não havia orificio nem por de frente ou atrás, não havia o que fazer por arte do satanas, quando este apareceu e lhe disse: - Sou eu o coisa ruim. Chico tampa gelou, paralizado de medo. O homem continuou: - Sou o rei da escuridão, que nunca perde batalha. Se eu não posso assar o sapo, agora voce me paga, pois essa dona é minha, não é pra tampa ou tampinha. O Chico tampa nunca tampou, e nunca houve tampada. As coisas que o povo fala é bobeira e fantasia, mentira nunca provada.
Assinar:
Postagens (Atom)