quarta-feira, 7 de março de 2012

A PROPAGANDA DA HOPPE

A PROPAGANDA DA HOPPE
Meu Deus! Estou revoltado. Nunca antes, na historia deste país, o homem foi tão depreciado, tão insultado, amesquinhado, atacado, como nesse comercial protagonizado pela Sra. Gisele Bundchen. Um horror. Eu homem vivido, meio filósofo e critico das coisas, letrado, proprietário de uma bagagem de vida apreciável, me senti como um inseto.Meu cérebro, minha inteligência, meu espirito crítico, reduzido a nada. Acho mesmo que sou um legume, e a Dona Gizele confirmou isso. Fiquei pensando: desde que o mundo é mundo, para dar noticia ruim, sempre se usou de subterfúgios, meias palavras, caras e bocas, não só para evitar o impacto doloroso, mas também para provocar a aceitação da “vitima”, isto é, daquele que precisamos impressionar de um jeito ou de outro. Foi exatamente isso que ela fez. Homem é bobo mesmo! Homem é trouxa!  O homem pensa,que é o rei da cocada preta, mas não é! Pensa que é o rei da paçoca, mas nunca foi...e assim por diante. O homem ganha prêmio Nobel de física, medicina, etc. etc., mas frente à mulher o babaca inverte tudo. Trata a mulher de “patroa”, “dona da pensão”, “amor da minha vida”, “rainha do lar”, e o machão bam-bam-bam da parada, o terror do terreiro, quando chega em casa se amansa, se afina, tira os sapatos para não fazer barulho, leva bronca porque mijou fora da bacia, não deu descarga no vaso, deixou toalha molhada em cima da cama, fez a maior bagunça na cozinha, deixou roupa suja até dentro da geladeira e muita recriminação por todos os motivos desse mundo. É um burro;um jumento que fala fino e abaixa a orelha, em sinal de vergonhosa submissão. É sempre assim, com ligeiras variações, mas é sempre assim; não tenham dúvidas. A dona Gisele, no famoso comercial, interpretou o papel da mulher inteligente, que sabe tirar proveito da fraqueza masculina e de suas idiossincrasias. Houve tempo que o homem se orgulhava de ter pegado “doença de mulher”, Era sinal de virilidade. Hoje ha quem se orgulhe de pagar pensões alimentícias, para dois ou três filhos e de “mulheres diferentes” como frisam. Existem também os que se orgulham por pagar estouros do cartão de crédito, carros amassados, e bancam loucuras de suas próprias mulheres ou não. Sempre ouvi de homens pobres, tão estultos ou mais que homens ricos: “Se eu tivesse grana, daria dois paus (dinheiro) pra gostosa da minha vizinha”. Ou então, “noite passada gastei cinco paus (dinheiro) no Café-Photo”. Parabéns, dona Gisele Bundlchen; a senhora soube tirar proveito daquilo que eu chamo masculinidade. Ela sabe o que é isso. Masculinidade é poder e dinheiro. Quem pode é másculo: paga. Paga bem e não se importa com o preço. Quem não pode não paga, mas fica no sonho. Antiga marcha carnavalesca afirmava: “quando a mulher é boa, muito boa, o homem deve ter cuidado e capricho. Quando a mulher é feia, muito feia, pode jogar que é lixo...” O homem brasileiro, não é educado para ter sentimentos e muito menos para expressá-los. Não fica bem. Foi educado para prover e pagar. Nem sempre porque a mulher dele precise, mas para lhe dar função nos relacionamentos modernos. Dona Gizele está dando função ao homem, usando o que a mulher sabe fazer: tirar proveito do coitado. Fazendo-o sentir-se másculo, poderoso.
Falando sério, a sra. Ministra, que tanto se indignou com a mensagem do dito comercial, deveria se indignar sim, e muito mais,  com o fato de milhões de mulheres brasileiras desfilarem pelas Delegacias da Mulher, , vitimas de violência de toda sorte. Com a jornada dupla de trabalho, pois muitas trabalham fora e ainda cuidam do marido e filhos quando chegamem casa;  com o salário feminino sempre menor que o salario masculino e outras mazelas que vitimam a mulher. Eu estou indignado e humilhado. O limite do meu cartão de credito é muito baixo. Meu saldo bancário não permite pagar o estrago do carro. Minha mulher está longe de uma Gizele Bundchen.

Um comentário:

  1. O Jairo Braz sempre foi um grande cronista. Agora ele resolver editar suas cronicas publicadas em Santa Catarina.

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