A NOSSA FAMILIA IMPERIAL
A população brasileira, desde a
proclamação da república, esquece a cada ano, que nós somos o único país das Américas,
que possui uma família real, digo imperial. Sim, nós temos uma família
imperial, muito respeitada e cultuada por todos em face de suas qualidades
morais e intelectuais, principalmente pelos monarquistas que crescem em número
cada vez mais e muito rapidamente. Hoje o movimento monarquista é o que mais
cresce no Brasil. Mas por que ela é tão desconhecida? A resposta é simples:
desde a proclamação da república até a promulgação da constituição de 1988, era
crime falar em monarquia em nosso país. Isso em virtude da cláusula pétrea
constante de todas as constituições que já vigoraram aqui, com exceção da atual
promulgada em 1988. Essa quebra, deveu-se a iniciativa de nosso príncipe
herdeiro, Dom Luiz de Orleans e Bragança, que enviou um ofício aos deputados
constituintes, solicitando que a cláusula pétrea fosse derrubada, o que
propiciou aos monarquistas saírem da clandestinidade. Em seguida, cobrou da assembleia
constituinte, o cumprimento da promessa feita em 1889, quando do golpe
republicano, que prometia uma consulta ao povo sobre a continuação da monarquia
ou não. Esse plebiscito foi então realizado em 1993 com 104 anos de atraso.
Ora, esses 104 anos, juntamente com todo um aparato destinado a apagar da memória
nacional, os gloriosos anos do primeiro e segundo reinado, fizeram com que se
dissipasse da memória nacional, que por sinal é fraquíssima, todo o
conhecimento a respeito da gloriosa monarquia brasileira. Afinal, quem é a
família imperial brasileira? Posso garantir que ela é nobilíssima, antiguíssima
e descende de reis, nobres, santos e guerreiros. Nossa família imperial,
descende por linhagem materna do primeiro Conde de Wittelsbach seu 25º avô que
deu origem a família real do reino da Baviera hoje incorporado à Alemanha. Família
que tem uma linhagem de 936 anos. São quase 1.000 anos de sucessão de pai para
filho, até 2019.
Por linhagem paterna, a família
imperial brasileira descende de Roberto, seu 34º avô, que foi chanceler do Rei
Clotário III da França nos anos 600, século VII da era cristã. São 34 gerações em
linha direta de reis da dinastia Capeto, Bourbon, Orleans, Bragança. Dom Pedro
II pertencia a Dinastia de Bragança, assim como sua filha Dona Isabel, que ao
casar-se com o Conde D`Eu, que sendo Orleans, deu origem a nova dinastia, essa
bem brasileira os Orleans e Bragança.
Não deixa de ser um belo e nobre exercício pesquisar sobre as origens da nossa
família imperial. Irão descobrir que ela é uma das mais antigas do mundo
ocidental, é enorme, e considerada muito mais real que algumas das dinastias
europeias, e que nossos príncipes são aparentados com praticamente todas as
dinastias do ocidente, reinantes ou não. Isso nos enche de orgulho, porque a
existência de nosso Brasil, um verdadeiro continente, a união que garante sua
grandeza territorial, nossa história belíssima, se devem a essa família que
existe em sucessão contínua há mais de 1.000 anos. Essa antiguidade é que dá
legitimidade a ela. Essa legitimidade, afasta a alegação estúpida de muitos: - “monarquia!?
Só se eu for o rei” Geralmente quem diz isso, não sabe sequer o nome de seus
avós.
JAIRO BRAZ DE SOUZA – junho de
2019
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